ÍNDICE USD
O índice se fortaleceu ao longo da semana, com diversos fatores contribuindo para isso. Demanda por ativos de refúgio devido ao conflito entre EUA/Irã/Oriente Médio; alta nos preços do petróleo; dados econômicos fortes dos EUA; fraqueza do euro e do iene. Tecnicamente, a resistência atual se mantém forte desde maio de 2025. O RSI em 61 deixa espaço para novas altas. Os compradores continuam a proteger a área de suporte de 100,00-100,50. Resistência em 101,36 com suporte em 100,46.

S&P 500
O índice recuou pela segunda semana consecutiva, com fortes quedas nas ações de grandes empresas de tecnologia e semicondutores. Os resultados da Alphabet e da Tesla pesaram bastante sobre o sentimento do mercado. Expectativas de altas taxas de juros, tensões no Oriente Médio e preocupações com novas tarifas contribuíram para as incertezas em relação ao crescimento global. Além disso, observamos a típica relação inversa entre um dólar forte e ações fracas. O nível de 7400 continua sendo protegido pelos compradores. Resistência em 7565 e suporte em 7411.

OURO
O metal apresentou uma negociação relativamente estável na semana passada, com duas forças principais se anulando mutuamente. Crises geopolíticas no Oriente Médio aumentam a demanda pelo ouro como porto seguro, e um mercado de ações enfraquecido e volátil impulsionam o ouro. Ao mesmo tempo, um dólar forte, rendimentos de títulos do Tesouro em alta e preços do petróleo disparam, gerando preocupações com a inflação e uma perspectiva pessimista do Fed, o que também impulsiona o ouro. Observe que os compradores continuam a proteger a área de suporte de US$ 4.000, enquanto buscam retomar os US$ 4.200.

ÓLEO BRENT
O mercado de petróleo, com sua visão voltada para o futuro, continuou sua trajetória de alta, impulsionado pela probabilidade de interrupções no fornecimento em curto prazo, resultantes da guerra no Oriente Médio. Uma nova dimensão, a ameaça dos houthis à rota do Mar Vermelho, levou o Brent a atingir a marca crucial e psicológica de US$ 100. Vale ressaltar como a alta dos preços do petróleo foi o principal fator que conectou os movimentos da semana em moedas, títulos, ouro e ações.

Bitcoin
A criptomoeda oscilou em uma faixa relativamente estreita. Não houve uma tendência clara em comparação com os movimentos do dólar americano, ações e petróleo. O padrão de vela doji confirma a falta de direção. Os fluxos de entrada de ETFs à vista (compras institucionais) continuam a manter os preços acima do piso de US$ 60 mil. O BTC não parece se enquadrar nos típicos cenários de apetite ou aversão ao risco, sugerindo que o mercado está buscando outro catalisador antes de se comprometer com uma nova direção. Suporte em US$ 63,3 mil e resistência em US$ 66,7 mil.
